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Journaling com tarot: 7 perguntas para uma semana inteira de reflexão
Práticas

Journaling com tarot: 7 perguntas para uma semana inteira de reflexão

10 de Maio de 2026·6 min de leitura
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O tarot como ferramenta de journaling é diferente do tarot como oráculo. Você não está pedindo respostas — está usando a carta como um ponto de entrada para a escrita.

A lógica é simples: a mente analítica sabe muito bem como evitar o que dói. Mas quando você começa com uma imagem, um símbolo, uma frase de uma carta — algo que não é sua própria narrativa — o filtro afrouxa. O que sai é mais bruto. E mais real.

Aqui está uma prática de sete dias. Para cada dia: tire uma carta (pode ser de qualquer baralho, não precisa ser dos Arcanos Maiores), e use a pergunta correspondente como ponto de partida para escrever. Escreva sem editar. Sem parar. Por pelo menos dez minutos.

Dia 1 — O que está presente mas não nomeado

Pergunta: O que essa carta me faz sentir antes de pensar? O que vem antes das palavras?

Esse primeiro dia é sobre soltar o controle da interpretação. Não procure o "significado correto" da carta. Olhe para ela e escreva o que o corpo sente. Às vezes é incômodo. Às vezes é alívio. Às vezes não tem nome. Escreva assim mesmo.

Dia 2 — O que está sendo evitado

Pergunta: Se essa carta fosse um espelho da minha semana, o que eu estaria me recusando a ver?

Esse é o dia difícil — e o mais valioso. O que você está contornando? O que está sendo adiado? O que você "sabe" mas prefere não saber? A carta não julga. Deixe que ela abra a porta.

Dia 3 — O que está sendo carregado que não é seu

Pergunta: Que parte da minha resposta a essa carta veio de mim — e que parte veio de algo que aprendi fora de mim?

Carregamos muita coisa que não é nossa: expectativas de família, definições herdadas de sucesso, medos que foram plantados antes de termos consciência crítica. Esse dia é para começar a distinguir.

Dia 4 — O que o corpo sabe

Pergunta: Onde no meu corpo eu sinto essa carta?

Escrita somática — começando pelo corpo em vez de pela mente — acessa memórias e emoções que a cabeça gerencia muito bem. Há tensão? Onde? Como ela seria se tivesse forma? Cor? Temperatura? Deixe o corpo escrever.

Dia 5 — O que você gostaria que alguém tivesse te dito

Pergunta: Se essa carta chegasse a você aos 15 anos, o que ela teria precisado dizer?

Esse ângulo acessa a criança ou adolescente que ainda carrega padrões não resolvidos. Não é terapia — mas pode ser porta de entrada para compaixão consigo mesma. O que faltou ouvir? O que faz falta até hoje?

Dia 6 — O que está chegando

Pergunta: Se essa carta fosse um sinal do que está se formando na minha vida, o que seria?

Não previsão — mas percepção. O que você sente que está chegando, mesmo sem evidência concreta ainda? Uma mudança de fase, uma clareza, um encerramento, uma abertura? Escreva sem precisar provar.

Dia 7 — O que você quer levar

Pergunta: Depois de uma semana com essas cartas, o que você não quer esquecer?

O último dia é de síntese. Releia o que você escreveu nos seis dias anteriores — se quiser. Ou comece do zero. O que ficou? O que quer ser lembrado? O que, se você esquecer, vai ter que reaprender da forma difícil?

Uma nota sobre a prática

Não precisa ser todo dia da semana. Não precisa ser à mesma hora. Não precisa ser bonito ou coerente. O único requisito é honestidade — com você mesma, dentro do caderno que ninguém mais vai ler.

O tarot como journaling não é para quem quer respostas fáceis. É para quem está disposta a fazer as perguntas certas.

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